domingo, fevereiro 28, 2010

Trinta aves mantidas ilegalmente em cativeiro são resgatadas em RO

Trinta aves silvestres mantidas em cativeiro ilegalmente foram apreendidas em Rondônia após denúncias ao Ibama. Os responsáveis foram multados em R$ 15 mil.

Os animais foram apreendidos nesta terça-feira (23). Primeiro, sete aves foram encontradas no município de Presidente Médici. Na tarde do mesmo dia, outros 23 foram apreendidos em Ji-Paraná. Todos eram mantidos ilegalmente nas residências dos responsáveis.

Os pássaros apreendidos são curiós (Oryzoborus angolensis) e coleiros-papa-capim (Sporophila caerulescens). O curió, de acordo com o Ibama, é a espécie mais procurada e valorizada por criadores no estado de Rondônia. Costuma ser mantido em cativeiro por causa de seu canto.

sábado, fevereiro 27, 2010

Charge

sexta-feira, fevereiro 26, 2010

Foto para Refletir

Foto para refletir......

Dicas da Natureza: Alguns motivos para separar o lixo

* A reciclagem de uma única lata de refrigerante, representa uma economia de energia equivalente a três horas com a televisão ligada;

* Uma garrafa de vidro demora 5 mil anos apara se decompor;

* Uma lata pode resistir cem anos à ação do tempo;

* Reciclar uma tonelada de alumínio gasta 95% menos energia do que fabrica a mesma quantidade;

* Uma tonelada de papel reciclado poupa 22 árvores do corte, consome 71% menos energia elétrica e representa uma poluição 74% menos do que na mesma quantidade;

* Para cada garrafa de vidro reciclada é economizado energia elétrica suficiente para acender uma lâmpada de 100 Watts durante quatro horas;

* No Brasil, cada habitante descarta 25 quilos de plástico por ano, cinco vezes menos que os americanos, um dos maiores consumidores do mundo;

* A reciclagem de 6.405 toneladas de metal, preserva 987 toneladas de carvão.


Fonte: http://paginas.terra.com.br/lazer/staruck/lixo.htm

quinta-feira, fevereiro 25, 2010

Dicas da Natureza: Reciclagem de Plásticos

A reciclagem do plástico economiza até 90% de energia e gera mão de obra pela implantação de pequenas e médias industrias e cooperativas.

Rio-grandinos enfrentam as mudanças climáticas

Por Renato Gianuca, especial para EcoAgência de Notícias

Os sinais das mudanças climáticas estão por aí, para quem quiser ver. No começo de dezembro de 2009, centenas de moradores da cidade de Rio Grande, na Metade Sul do Estado do Rio Grande do Sul, tiveram suas casas completamente alagadas. No dia 7, as águas da Lagoa dos Patos, represadas pelo vendaval, invadiram as avenidas , ruas e residências de diversos pontos do município, em especial os bairros Navegantes, Centro, Cidade Nova e Rincão da Cebola, além das ilhas dos Marinheiros e da Torotama. As imagens da enchente foram impressionantes. Foram cenas semelhantes às que as TVs vêm mostrando, desde dezembro passado mês, na capital do Estado de São Paulo.

Neste final de fevereiro de 2010, um forte vendaval, ou um tornado, segundo alguns meteorologistas, atingiu, no dia 23, um bairro de Rio Grande, o Bolaxa, localizado às margens da rodovia que liga o centro da cidade marítima com o bairro-balneário do Cassino. Pelo menos 20 residências foram atingidas, e três moradores tiveram ferimentos leves. O vendaval durou um minuto apenas. A Praticagem da Barra do Rio Grande registrou às três horas da manhã a intensidade dos ventos, com rajadas de até 90 km por hora. De manhã, o cenário no Bolaxa era de destruição, com as casas sem os telhados e duas com as paredes de tijolos derrubadas. Mas foi uma destruição localizada, o que reforça a hipótese de realmente ter ocorrido um tornado.

Há, hoje em dia, um sentimento comum entre os cientistas e os cidadãos comuns: as mudanças climáticas estão aí. E vieram para ficar. Por exemplo: pesquisa recente, do dia 4 de fevereiro de 2010, da Rádio Gaúcha de Porto Alegre, apresenta dados significativos. Para 67% dos ouvintes, o calorão dos últimos dias é, sim, o resultado da ação predadora dos homens. Já 37% dos ouvintes acreditam que o calor seria natural e já teria acontecido anteriormente.

Só no Rio Grande do Sul, neste ano, já são mais de 200 mil pessoas atingidas por enchentes, alagamentos e vendavais. O agrônomo Flávio Fagonde, da Emater da cidade de Santa Rosa, não tem dúvida: a cada ano, os picos de temperatura têm sido mais intensos. Os efeitos destas ondas de calor são sentidos naquela região do Estado com a diminuição da produtividade das vacas leiteiras e os estragos permanentes no pasto.

Em Rio Grande, atento a todos estes problemas, o prefeito Fábio Branco criou o Programa Municipal de Enfrentamento das Mudanças Climáticas. Em caso de vendavais e fortes chuvas que venham a atingir o município, a idéia é tentar amenizar as inevitáveis conseqüências e buscar preservar o meio ambiente.

”A situação climática é bastante diferente daquela registrada há 20 anos. Isso se deve à falta de cuidado com o meio ambiente. Se não cuidarmos do ambiente, a situação vai piorar daqui para a frente”, disse o prefeito rio-grandino. Entre as ações previstas no Programa estão a coleta seletiva do lixo e a redução dos gases de efeito estufa – que contribuem diretamente para o aquecimento global. A Prefeitura tem, inclusive, uma meta: reduzir em 20% nos próximos anos a emissão dos gases de efeito estufa. A frota de carros municipais e a de ônibus deverá gradativamente adotar os biocombustíveis.

São medidas mais do que oportunas. E, por sinal, necessárias e urgentes. Para reduzir o impacto dos ataques ao meio ambiente em Rio Grande. Isso tudo já olhando para o futuro imediato, quando se examina os cenários de crescimento da cidade. Em 2020, a cidade deverá contar com uma população de mais de 400 mil habitantes. Hoje, o total é de 205 mil pessoas. Este acentuado crescimento demográfico será devido à criação de cerca de 60 mil novos empregos, nos próximos 10 anos, direcionados ao Pólo Naval e outros empreendimentos nas áreas de geração de energia e de produção de madeira. Além do incremento de setores já existentes de serviços, hotelaria e alimentação.

As mudanças climáticas chegaram. Assim como Rio Grande, todas as cidades gaúchas devem estar atentas a esta nova situação. Todos nós podemos mitigar seus efeitos, com pequenas ações no dia-a-dia, para preservar o meio ambiente e buscar uma vida melhor. Para nós mesmos, nossos filhos e nossos netos. Resta colocar as mãos à obra.

Fonte: ( http://www.ecoagencia.com.br/?open=noticias&id=VZlSXRFWWNlYHZERjdUMXJ1aKVVVB1TP )

Esgotamento sanitário gaúcho

Na maioria dos municípios gaúchos predomina sistemas precários de esgotamento sanitário, via fossas sépticas, seguidas de sumidouros ou apenas poço negro, quando não a céu aberto. Não se erra em apontar o saneamento como o maior problema ambiental do Rio Grande do Sul.

A Corsan atende a 325 municípios, abrangendo 2.276.294 economias, sendo dessas 247.728 assistidas com esgoto. Até 2007, eram 41 os municípios com contrato para atendimento de água e esgoto. Atualmente, em um esforço louvável do Estado, esse número saltou para 130, com a perspectiva, em médio prazo, de que todos os municípios operados pela Corsan recebam água tratada e esgotamento sanitário. Vale lembrar o grau de 83,6% de satisfação em relação à água tratada.

Há que se levar em conta a fragilidade de alguns dados estatísticos em relação ao esgotamento sanitário, já que não se tem uma uniformidade do setor, coexistindo prestação de serviços pela Corsan e por companhias municipais, quando não pelo próprio município. Mesmo assim temos em torno de 14% das economias ligadas à coleta e ao tratamento de esgoto.

Inexiste um sistema rotineiro de limpeza das fossas sépticas e muitas vezes as ligações de esgoto doméstico estão conectadas diretamente na rede pluvial. Há projetos de saneamento sanitário em andamento que dobrarão esse índice.

Um dos entraves para o avanço das redes de coleta e tratamento é o seu alto custo, especialmente de implantação, superiores ao do abastecimento de água. Por interferir na saúde das pessoas, a solução, que envolve vontade política, consciência ambiental e investimento maciço, deve ser alçada ao quadro da saúde, para se encontrar uma fórmula de pagamento do processo (tanto financiamento de investimentos em obras quanto de operação e manutenção dos sistemas), uma vez que a maioria das famílias se sente onerada e sem condições de aportar mais recursos para pagamento dos serviços.

Uma sugestão a ser avaliada pode ser a de um Piso Nacional Sanitário Básico, à semelhança do que temos no SUS para assistência à saúde na forma per capita. Essa medida se reverteria em ganho, inclusive financeiro, pois haveria um custo menor para atendimento às questões de saúde, com benefícios ao bem-estar pessoal e coletivo.

Percebe-se que existem vontade política e conscientização ambiental coletiva. Portanto, temos uma tarefa gigantesca pela frente, do tamanho do Rio Grande: chegar à universalidade no tratamento do esgoto sanitário.

Campanha da Fraternidade

Ao lado direito da nave principal da catedral de Santa Cruz do Sul ergue-se um vitral, que mostra em primeiro plano os três mártires missioneiros, em memória das reduções jesuíticas, que tiveram seu fulgor maior nos conhecidos Sete Povos das Missões. As reduções estavam formatadas como cidades. Há via ruas, quadras, Igreja, praça, serviços, oficinas e tudo o mais para o bom funcionamento das atividades cotidianas. Cada indígena ao casar, recebia um lote de terra, conhecido como “abambaé” no qual ele trabalhava por quatro dias para o sustento de sua família. Os outros dois dias eram dedicados ao trabalho em uma área coletiva, conhecida como “tupambaé”. Ali todos produziam para o conjunto da redução, inclusive para a manutenção dos órfãos, viúvas e doentes.

Ao contrapor, de forma corajosa, a partilha solidária ao lucro exploratório, o Conselho Nacional das Igrejas Cristãs do Brasil nos remete para a experiência missioneira, ocorrida aqui nos nossos pampas. Os guaranis que participaram daquela experiência o faziam de livre vontade e quiseram permanecer nas reduções, tanto que se rebelaram frente à união dos luso-espanhois, até então adversários, mas unidos no massacre às reduções missionárias. Sempre se poderá dizer que havia interesses estrangeiros por ocupação de áreas, manutenção de divisas, aculturamento ao qual os pajés não se sujeitaram, mas na essência estava ali uma proposta de gestão compartilhada, lembrando os princípios das atuais cooperativas e outras formas associativas.

A ganância, a busca desenfreada pelo poder e posição social, a ânsia consumista por constantemente novos produtos, a conquista de metas competitivas, tudo se soma na destruição das missões e se avoluma no exercício do capitalismo atual. É próprio do processo capitalista se nutrir do conflito que ele mesmo cria, gerando disparidades sociais e destruições ambientais. Ao problema segue uma solução, que por sua vez se transmuta em nova dificuldade e assim segue, numa sequência de aparente satisfação perante a aquisição de um novo produto, imediatamente descartado para que outro se lhe suceda.

Porém, há uma questão anterior ao próprio capitalismo, que não deixa de ser consequência de nossa forma de “ver” o mundo. Enquanto não conseguirmos perceber que as coisas não estão separadas, fracionadas, mas intimamente interligadas não temos como agir na integralidade. Enquanto entendermos a realidade como linhas que se diferenciam, como dimensões e variáveis, sempre daremos campo à predominância do econômico, que se impõe pelos nossos intentos consumistas e de competitividade, o que gera a disparidade entre nós e a natureza. Já Abel e Caim se debatiam em apresentar a melhor oferenda, quando as duas poderiam ser boas.

A mudança primeira tem a ver com a nossa consciência, que se bem ouvida, nos apontará para um novo Saber, que levará a atitudes integralizadoras, harmonicamente partilhadas, já pretendidas pelo sistema “tupambaé”.

terça-feira, fevereiro 23, 2010

"Telhado verde" reduz temperatura e ameniza enchentes

Por
INARA CHAYAMITI
da Folha Online

Uma tecnologia japonesa que acaba de chegar ao Brasil promete ajudar a amenizar a sensação térmica durante o verão e amenizar as enchentes. Trata-se de um gramado suspenso com espessura mínima de 7 cm centímetros e que pesa 40 kg por m² (o solo convencional pesa 120 kg/m²). Reduz em até 13 ºC a temperatura do cômodo abaixo dela.

Além disso, retém parte da água das chuvas, absorve gás carbônico, reduz a poluição sonora, serve como área de lazer e fonte de alimentos orgânicos. No solo especial, podem ser plantadas hortas e até mesmo árvores - neste caso, é preciso o uso do solo mais grosso, de 40 centímetros. (22/02/2010 - 16h23min)

domingo, fevereiro 21, 2010

Áreas úmidas no combate aos efeitos das mudanças climáticas

As áreas úmidas – nome dado ao conjunto de lagos, lagoas, pântanos e outros tipos de áreas alagáveis, como o Pantanal – desempenham um papel fundamental para o equilíbrio ecológico, fornecendo serviços ambientais que podem ajudar a combater os efeitos das mudanças climáticas e reduzir a perda da biodiversidade.

Esta é a mensagem do Dia Internacional das Áreas Úmidas, comemorado dia 2 de Fevereiro em todo o mundo e que neste ano traz como tema central Cuidar das áreas úmidas – uma resposta às mudanças climáticas. O slogan reforça a importância de conservar essas áreas, alertando para o fato de que elas podem ser parte da solução para os problemas das mudanças climáticas.

A Organização das Nações Unidas declarou 2010 o Ano Internacional da Biodiversidade. Entre as causas apontadas para a perda da biodiversidade estão as mudanças climáticas. Por isso, o tema do Dia Internacional das Áreas Úmidas está olhando para esses dois aspectos - mudanças climáticas e perda da biodiversidade – e o que isso significa para as pessoas que vivem nessas áreas.

A definição do conceito de Áreas Úmidas surgiu na Convenção de Ramsar. O tratado intergovernamental celebrado no Irã, em 1971, marcou o início das ações nacionais e internacionais para a conservação e o uso sustentável das zonas úmidas e de seus recursos naturais. Atualmente, 150 países são signatários do tratado, incluindo o Brasil.

Berço de uma rica biodiversidade, as áreas úmidas são também muito vulneráveis às mudanças climáticas. Por outro lado, se bem manejadas com a manutenção da sua biodiversidade podem desempenhar um papel importante nas ações de mitigação e adaptação diante dos efeitos das mudanças climáticas, principalmente com o fornecimento de água e a produção de alimentos.

As áreas úmidas são ecossistemas complexos e variados que vão desde as áreas marinhas e costeiras até as continentais e as artificiais. Alguns exemplos são os lagos, manguezais, pântanos e também áreas irrigadas para agricultura, reservatórios de hidrelétricas, entre outros, sendo que o maior deles é o Pantanal.

Manutenção da biodiversidade

As áreas úmidas existem em todos os tipos de ecossistemas e são importantes para a manutenção da biodiversidade. Situadas em uma área de transição entre os ecossistemas aquáticos e terrestres, sofrem muita pressão não somente pela ação direta do homem, mas também pelos impactos sobre ecossistemas terrestres, marinhos e de água doce adjacentes.

Pelo fato de terem um ciclo hidrológico que se modifica o tempo todo e que exige adaptação constante, as áreas úmidas abrigam uma enorme variedade de espécies endêmicas. Outro serviço importante prestado por essas áreas é a regulação do ciclo hidrológico, ampliando a capacidade de retenção de água da região onde se localiza e, com isso, promovendo o múltiplo uso das águas pelos seres humanos.

Pantanal é a maior área úmida do planeta

O Pantanal é a maior área úmida continental do planeta e o berço de uma rica biodiversidade. Ele ocupa parte dos estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, estendendo-se pela Bolívia e Paraguai. Na região, foram registrados pelo menos 4.700 espécies, incluindo plantas e vertebrados. Desse total, há 3.500 espécies de plantas (árvores e vegetações aquáticas e terrestres), 325 peixes, 53 anfíbios, 98 répteis, 656 aves e 159 mamíferos.

A importância ambiental da maior área úmida continental teve o seu reconhecimento a partir de 1998, quando o bioma foi decretado Patrimônio Nacional, pela Constituição brasileira. Em 2000, o Pantanal recebeu o título de Reserva da Biosfera pela Organização das Nações Unidas (ONU).

sábado, fevereiro 20, 2010

Economize papel

Procure usar os dois lados do papel, produto que exige grande quantidade de água e de energia para ser produzido. Antes de imprimir um documento, revise-o com cuidado, para não gastar papel à toa. Reutilize envelopes, mas dê preferência ao e-mail.

sexta-feira, fevereiro 19, 2010

Município Verde: Uruguaiana

Uruguaiana é um município brasileiro, situado na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, junto à fronteira fluvial com a Argentina. É um dos dez municípios bifronteiriços do Brasil, fazendo divisa simultaneamente com terras da Argentina e do Uruguai.

O município é um dos maiores do RS, com uma área de 5.713 km² (pouco menor que a ilha de Chipre). A zona urbana ocupa uma área total de 45,3 km² e está dividida em 36 bairros. Uruguaiana é a maior cidade da região Oeste gaúcha, e o segundo maior município em quilômetros quadrados, atrás apenas de Alegrete, o maior município do Estado em extensão territorial.

Até meados dos anos 1990, Uruguaiana fazia fronteira com a cidade uruguaia de Bella Unión, através do distrito da Barra do Quaraí. Com a emancipação do distrito, em 1995, findou-se essa característica uruguaianense. Ainda assim, o município faz divisa com terras da República Oriental do Uruguai ao Sul, sendo um dos poucos municípios brasileiros com tríplice fronteira.



Ambiente Natural

A cidade possui a maior amplitude térmica do país, por isso as estações do ano são bem distintas, onde o verão na cidade é quente, um pouco amenizado pelo efeito das águas do Rio Uruguai. No outono é frio, com ocorrência de queda de folhas, mas também é nesse período que acontece o "veranico", época de calor comparado ao verão entre os meses de abril e maio. O inverno é muito frio, com temperaturas negativas nas partes mais altas do município, com ocorrência de geada e nevoeiro. A primavera é o início da floração. A partir do mês de outubro o calor começa novamente, com a proximidade do verão.

Rio Uruguai

O Rio Uruguai é um manancial sul-americano que nasce na Serra Geral e que se forma pela junção dos rios Canoas e Pelotas, na divisa entre os estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. A sua nascente mãe é o Rio Pelotas, que começa a cerca de 65 km a oeste da costa do Atlântico. A foz do Rio Uruguai é a bacia hidrográfica do Prata ou Mar del Plata, como é mais conhecida, e é formada pela junção dos rios Uruguai e Paraná. O rio Uruguai é um dos mais importantes na hidrografia do Sul do Brasil e serve de fronteira entre o país, a Argentina e o Uruguai, tendo Uruguaiana como principal cidade gaúcha banhada por suas águas.


Situada às margens do rio Uruguai, fronteira natural entre Brasil e Argentina, Uruguaiana tem a Ponte Internacional Agustin Justo - Getúlio Vargas, que liga a cidade a Passo de Los Libres (Argentina). Foi a primeira ponte construída entre o Brasil e a Argentina e a maior da América do Sul na década de 40. Em 21 de maio de 1947, a Ponte Internacional Augustin Justo - Getúlio Vargas, foi inaugurada pelos presidentes Juan Domingo Perón e Eurico Gaspar Dutra (Brasil), contando com a presença da primeira-dama da Argentina Evita Perón. A ponte mede 1,419 metros e fez dessa cidade o maior porto seco do país, passando por ela uma média de 10 mil caminhões por mês.

Destaques Ambientais:

Barragem Sanchuri

A 30 quilômetros da sede do município, localiza-se o distrito de São Marcos. A Barragem Sanchuri é fonte para irrigação de grandes lavouras arrozeiras. Chega-se a ela pela BR-472, trecho Uruguaiana-Itaqui. Nas águas e margens da barragem, desenvolvem-se vários esportes de verão. O local conta com infraestrutura para repouso e acampamento.

Praia Formosa

No distrito de São Marcos, a cerca de 50 quilômetros de Uruguaiana, está o melhor balneário fluvial com que conta a população. Areias claras, águas limpas, sombra de mato, espaço para barracas, bares e toda infraestrutura necessária.

quinta-feira, fevereiro 18, 2010

Campanha da fraternidade – um passo em favor da partilha

Considero amplamente oportuna a mensagem trazida este ano pela Campanha da Fraternidade de 2010 abordando a ética cristã em contraponto com o espírito do capitalismo, em tempos nos quais se privilegia o lucro e o bem-estar econômico. É bom que se levantem vozes chamando a atenção para outros valores como o da partilha e da ecologia.

quarta-feira, fevereiro 17, 2010

Questão de sobrevivência

Com o comprometimento da captura do camarão, a situação dos pescadores da Lagoa dos Patos, na Região Sul do Estado, exige atenção especial. São em torno de 11 mil pessoas que vivem da atividade de pesca artesanal. A questão vai além desse problema que se reflete diretamente na sobrevivência dessas famílias. Passa inicialmente pelo meio ambiente e no reflexo de nossas ações.
As chuvas que caíram sobre o Rio Grande do Sul em 2009, com temporais, destruições de pontes, lavouras e estradas, fizeram com que a água do mar pouco adentrasse à lagoa, evitando a salinidade suficiente para a entrada e desenvolvimento do camarão. Ao se observar a Lagoa dos Patos, veremos sua forma alongada, que recebe as águas do sistema Guaíba ao Norte e do Camaquã a Oeste e sua comunicação com o oceano ao Sul.

Ou seja, em sua área de 9,8 mil quilômetros quadrados, estendidos por 220 quilômetros e a uma largura média de 33 quilômetros se tem o resultado do que praticamos em grande parte do RS. A Lagoa dos Patos não deixa de ser um espelho daquilo que fazemos na vasta área que tem sua drenagem direcionada para ela.

Portanto, uma lavoura, aparentemente distante da lagoa, que tem suas terras levadas pelas enxurradas, influiu na qualidade da água. O mesmo vale para os esgotos não tratados das cidades. Não se pode analisar a lagoa somente por suas águas, mas é preciso levar em conta seu substrato e as interações que ali sucedem. Interações que envolvem ambientes formados por dunas, campos, matas, banhados e outras lagoas. Impressionam os conjuntos florestais, como os butiazais ali desenvolvidos, bem como a diversidade faunística que pode ser percebida a todo instante. O Sistema da Lagoa dos Patos é um monumento natural da biodiversidade, tão pouco conhecido.

A Lagoa é muito sensível às mudanças climáticas e suas consequências. Tanto as águas continentais quanto as marítimas afetam o seu sistema, incluindo as atividades humanas, denotando a complexidade do processo aquático-terrestre. Se há um problema a ser resolvido junto aos pescadores que garantem sua sustentação com a pesca do camarão e que nesta safra terão dificuldades, igualmente se torna evidente o quanto precisamos avançar no conhecimento desse único e vasto sistema hídrico de interface continente-oceano. Pesquisas que ali se desenvolvem precisam ser valorizadas e expandidas, para o bem dos pescadores, de todos nós gaúchos e da humanidade

terça-feira, fevereiro 16, 2010

Cientistas preparam nova geração de modelos climáticos

Por Fabiano Ávila, da Carbono Brasil


Pesquisadores de vários campos vão unir esforços para que fatores como as políticas de redução de emissão de gases do efeito estufa e o crescimento no uso das fontes renováveis sejam englobados pelas previsões das mudanças climáticas.

Os cenários que prevêem os efeitos do aquecimento global e das mudanças no clima sempre foram um tanto quanto incompletos, já que envolvem centenas de fatores complexos, e os próprios cientistas reconhecem isso.

Agora, em uma tentativa de melhorar essas previsões, um grupo internacional de pesquisadores pretende diminuir a distância entre instituições da física, biologia e ciências sociais e dessa forma abordar com mais precisão tudo o que envolve as mudanças climáticas.

A principal idéia dessa iniciativa, publicada nesta semana na revista Nature sob o título “The next generation of scenarios for climate change research and assessment”, é trazer as potencias respostas humanas para dentro dos modelos climáticos. Assim, as metas de emissões já anunciadas pelos países, suas políticas energéticas e de mitigação seriam também levadas em conta nas previsões.

Metodologia

Um grupo de cientistas, liderados por Richard Moss do Pacific Northwest National Laboratory, definiu quatro futuros climáticos possíveis baseados na quantidade de energia solar que a atmosfera absorve. Eles chamaram cada um desses cenários de "Representative Concentration Pathway" ou RCP (em uma tradução livre, Caminhos Representativos de Concentração).

Será a partir desses RCPs que grupos científicos de todas as especialidades poderão dar suas contribuições para a criação de um quadro geral. Com isso seria alcançada uma visão mais ampla do mundo sob as mudanças climáticas, muito além de apenas informações do acúmulo de gases do efeito estufa.

“Nós desejamos explorar como as vulnerabilidades sociais e ambientais irão se desenvolver. Além de considerarmos quanto, como e onde as mudanças climáticas irão ocorrer, nós também precisamos saber como diferentes posturas da sociedade irão influenciar o aquecimento global”, explicou Moss.

Interdisciplinaridade

Um aspecto essencial desses novos modelos está na integração de diferentes tipos de estudos. Isto será possível graças à “natureza aberta” do processo: ao invés de tratarem cada problema de uma vez isoladamente, pesquisadores independentes e de disciplinas variadas irão aos poucos integrar seus trabalhos, utilizando as RCPs como uma estrutura de suporte.

Times de cientistas desenvolveram esta metodologia em um período de mais de três anos através de uma série de congressos internacionais. O objetivo seria englobar da energia à economia, das ciências terrestres às comunidades.

“Esta metodologia nos permitirá comparar efeitos ambientais e socioeconômicos de diferentes respostas às mudanças climáticas e iIsso será extremamente importante para determinar as ações necessárias para minimizar prejuízos. Esperamos também dar às autoridades melhores ferramentas para que elas ajudem as pessoas a lidar com as transformações no clima”, resumiu Moss.

(Envolverde/CarbonoBrasil/PNNL)

segunda-feira, fevereiro 15, 2010

Adubos verdes é alternativa auto-sustentável

Experiência pode reduzir ou até eliminar o uso de fertilizantes


Adubação verde é uma prática agrícola que consiste no plantio de espécies capazes de reciclar os nutrientes para tornar o solo mais fértil e consequentemente mais produtivo. A Embrapa Agrobiologia (Seropédica-RJ), Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e do Abastecimento, referência nas pesquisas com fixação biológica de nitrogênio, vem pesquisando o uso de plantas que servem como adubos verdes, em especial as leguminosas. Estas espécies são capazes de se associar a bactérias presentes no solo e transformar o nitrogênio do ar em compostos nitrogenados.

O adubo verde pode reduzir ou até eliminar o uso de fertilizantes minerais nitrogenados, contribuindo assim para uma maior sustentabilidade da agricultura, garantindo a conservação de recursos naturais.

Além da sustentabilidade, o uso de leguminosas como adubos verdes pode significar maior economia para o produtor. Os fertilizantes minerais nitrogenados oriundos do petróleo, um recurso não renovável, variam de preço de acordo com a cotação do dólar, o que significa instabilidade de valor no mercado. Para se ter uma idéia, 1 Kg de nitrogênio custa em média U$ 1,00. Quando se planta uma leguminosa que fixa o nitrogênio, o produtor só pagará pela primeira leva de sementes já que a partir daí poderá reproduzir as sementes, tornando-se mais independente.

Não só as leguminosas são utilizadas como adubo verde, como outras espécies podem trazer outras vantagens. Suas raízes extraem nutrientes de camadas mais profundas do solo, trazendo-os para a superfície do terreno. Tais plantas formam ainda uma cobertura na terra, aumentando os teores de matéria orgânica e contribuindo desta forma para a conservação, para uma maior retenção de água e redução da erosão.

É muito importante que o agricultor e o técnico sejam capazes de escolher espécies de adubos verdes adequadas para cada tipo de clima, solo e sistema de manejo das plantas cultivadas. A Embrapa Agrobiologia disponibiliza informações que podem auxiliar nesse processo de escolha, através do Banco de Dados de Leguminosas. O acesso é gratuito pelo site da unidade: http://www.cnpab.embrapa.br.

(Envolverde/Pauta Social)

domingo, fevereiro 14, 2010

Cientistas decifram genoma de erva do bioetanol

O genoma de uma erva de regiões temperadas, prima de uma planta utilizada para a produção de bioetanol, foi sequenciado, o que pode colaborar para as pesquisas sobre cereais como o trigo, a aveia e o centeio, revelou um estudo publicado na quarta-feira (10).

A Brachypodium distachyon, erva selvagem originária das regiões mediterrâneas e do Oriente Médio, "tem pouca importância para a agricultura e não tem grande valor econômico".

Mas o sequenciamento de seu genoma torna possível obter informações sobre plantas "muito importantes para a alimentação mundial", apontou a Universidade do Estado de Oregon (OSU), nos Estados Unidos, em um comunicado.

Segundo a análise comparada dos genomas, o arroz, o sorgo e a Brachypodium possuem 13.580 genes comuns, conservados ao longo da evolução.

Estes genes ancestrais, cuja função é conhecida, poderiam ser compartilhados por uma planta prima da Brachypodium, a switchgrass (Panicum virgatum, uma gramínea), que pode ser usada na produção de etanol.

Modificações genéticas podem, desta maneira acelerar seu crescimento e fazer com que a celulose seja mais facilmente diluível no álcool.

Os resultados desse vasto programa de sequenciamento, do qual participaram dezenas de laboratórios americanos, europeus, chineses e sul-coreanos, foram publicados na revista científica "Nature".

Os genomas do milho, do arroz e do sorgo já haviam sido decifrados. A Brachypodium pertence a outra subfamília de gramíneas, a dos Pooideae (que inclui mais de 3.000 espécies, entre elas o trigo e o centeio).

Muitas destas plantas apresentam um genoma enorme (17 bilhões de bases para o trigo, cinco vezes mais que o genoma humano), enquanto o da Brachypodium é bastante compacto (272 milhões de pares de bases), o que facilitou seu sequenciamento.

"São plantas de fácil cultivo, fáceis de manipular geneticamente, fáceis de estudar e que apresentam um curto ciclo de vida", explicou em um comunicado Todd Mockler, um dos pesquisadores que coordenou o sequenciamento.

Os dados genéticos obtidos pelo sequenciamento da Brachypodium tornarão possível "melhorar plantas de grande valor agrícola, como o trigo", indicou por sua vez James Carrington, da OSU.

"Assim, poderemos aumentar nosso conhecimento para tentar melhorar a produção de bioetanol", disse Jérôme Salse, do Instituto Francês de Pesquisa Agrônoma (INRA). (Fonte: Folha Online)

sábado, fevereiro 13, 2010

Hora do Planeta 2010 é lançada mundialmente na China e tem panda Mei Lan como embaixadora


No lançamento da contagem regressiva para a Hora do Planeta 2010, Mei Lan, a ursa panda que voltou recentemente para a China após uma missão diplomática em Atlanta (EUA), foi designada como Embaixadora Mundial da Hora do Planeta. Neste Ano Internacional da Biodiversidade, a ursa panda também simboliza a importância de protegermos ecossistemas e espécies em todo o planeta.

Às 20h30min de sábado, 27 de março, milhões de pessoas em todos os continentes irão desligar as luzes durante sessenta minutos - a Hora do Planeta – na maior mobilização mundial contra o aquecimento global.

O lançamento da Hora do Planeta 2010 ocorreu em Chengdu - a primeira cidade da China a assumir o compromisso de apagar as suas luzes no dia 27 de março – e cidade natal da ursa panda Mei Lan. Símbolo da Rede WWF, os pandas gigantes habitam Chengdu há mais de 8 milhões de anos.

A população de Chengdu se une aos cidadãos de mais de 70 países de todo o mundo, incluindo o Brasil, que já aderiram ao "apagar as luzes". Entre eles estão também quatro países de quatro continentes diferentes, que participam pela primeira vez da Hora do Planeta - Paraguai, Mongólia, Madagascar e a República Tcheca.

A Hora do Planeta continua a ganhar ímpeto à medida que as pessoas, em todo o mundo, decidem tomar para si a responsabilidade de mostrar que é possível enfrentar a ameaça do aquecimento global por meio de uma ação coletiva. Diariamente, novos países, cidades e localidades se inscrevem para participar dessa ação e desligar as luzes no dia 27 de março de 2010.

"A Hora do Planeta 2010 constitui a evidência de que a comunidade mundial quer adotar hábitos e um estilo de vida de baixo carbono, demonstrando sua liderança para que, por sua vez, os nossos líderes mundiais tratem a questão do aquecimento global com a responsabilidade necessária", declarou o diretor-executivo e co-fundador da Hora do Planeta, Andy Ridley.

O diretor geral da Rede WWF, Jim Leape, disse que o fato de a cidade de Chengdu - que integra a economia que mais cresce no mundo - liderar pelo exemplo, ao se comprometer com essa iniciativa e oferecer os serviços de Mei Lan para esse cargo de tanto prestígio, constitui uma homenagem à Hora do Planeta.

"Chengdu é o ponto central desse chamamento mundial à ação para a adoção de uma resolução do clima, durante o lançamento da Hora do Planeta 2010," disse Leape.

Brasil também irá apagar suas luzes

Pelo segundo ano consecutivo, o WWF-Brasil promove a Hora do Planeta no País. Em 2009, milhões de brasileiros apagaram as suas luzes e mostraram que sua preocupação com o aquecimento global. No total 113 cidades brasileiras, incluindo 13 capitais, participaram da Hora do Planeta no ano passado. Ícones como o Cristo Redentor, a Ponte Estaiada, o Congresso Nacional e o Teatro Amazonas ficaram no escuro por sessenta minutos.

A mobilização para a Hora do Planeta 2010 já começou. O site www.horadoplaneta.org.br será a plataforma onde cidadãos, empresas e organizações brasileiras poderão deixar seu comentário e obter mais informações sobre o movimento. O WWF-Brasil também já está em contato com as principais capitais e cidades brasileiras para a realização da Hora do Planeta 2010.

“A Hora do Planeta é um movimento de todos nós. Ela une cidades, empresas e indivíduos para demonstrar às lideranças mundiais - e, principalmente, para mostrar uns aos outros - que queremos uma solução contra o aquecimento global. É uma oportunidade única para nós, brasileiros, de nos unirmos com a comunidade global em uma única voz para deter as mudanças climáticas”, explicou a secretária-geral do WWF-Brasil, Denise Hamú.

A História

Desde sua primeira edição em março de 2007, a Hora do Planeta não parou de crescer. O que era um evento em uma única cidade, Sidney, na Austrália, tornou-se uma ação que varreu o mundo, envolvendo centenas de milhões de pessoas em mais de 4.100 cidades em 88 países. A Hora do Planeta 2009 foi o maior ato voluntário que o mundo já conheceu. Alguns dos mais conhecidos monumentos mundiais, como as pirâmides do Egito, a Torre Eiffel em Paris, a Acrópole de Atenas e até mesmo as luzes de Las Vegas ficaram no escuro durante sessenta minutos.

Mei Lan agora integra o prestigiado grupo de personalidades que já desempenharam a função de Embaixador da Hora do Planeta - entre elas o Reverendo Desmond Tutu, os membros da banda Cold Play e a atriz Cate Blanchett. Seus fãs podem acompanhar seu papel de embaixadora nos sites www.twitter.com/earthour e www.earthhour.org.

Está montado, assim, o palco para a Hora do Planeta 2010: o maior espetáculo da Terra para agir e enfrentar as mudanças climáticas.

Calor faz árvore pegar fogo em Porto Alegre

Por Heverton Lacerda, do Observatório Ambiental
foto: Rudinei Santana
Foi na sexta-feira (05), por volta das 11 horas, na avenida Assis Brasil. O forte calor que fazia na capital gaúcha, que chegou a virar notícia internacional, fez com que uma árvore pegasse fogo sozinha.

A cena foi registrada pelo jornalista Rudinei Santana, colaborador do blog Observatório Ambiental. Segundo Santana, que entrevistou alguns comerciantes da proximidade, o fogo começou de forma espontânea.

As altas temperaturas do início do mês bateram recordes históricos, ultrapassando os 41ºC.

sexta-feira, fevereiro 12, 2010

Município Verde: Encruzilhada do Sul

Encruzilhada do Sul é um município do Estado do Rio Grande do Sul. Localiza-se no topo da Serra do Sudeste, estando a uma altitude de 432 metros. Sua população estimada em 2009 é de 25.154 habitantes, segundo dados do IBGE/2009. Fica a 170 km de Porto Alegre e seus municípios limítrofes são Rio Pardo, Pantano Grande, Amaral Ferrador, Dom Feliciano, Canguçu, Piratini, Cachoeira do Sul e Santana da Boa Vista.

Ambiente Natural:
A Serra do Sudeste é o nome de um planalto localizado na região Sudeste do Rio Grande do Sul, próxima ao Uruguai. Esse planalto compreende um conjunto de ondulações suaves cobertas por vegetação rasteira, conhecida como coxilhas. É importante mencionar que apesar de ser conhecida como serra, as altitudes dessa região são modestas para os padrões brasileiros: não passam muito dos 500 m.

Apesar das baixas altitudes, os invernos são relativamente frios, com geadas frequentes. Devido à latitude são registradas ocorrências periódicas de neve, entre uma e duas vezes por década.


Corre nas terras de Encruzilhada do Sul, o Rio Camaquã, que é um dos afluentes da Lagoa dos Patos. Anos atrás o manancial teve um problema de contaminação com mercúrio por causa de minas ao longo de seu leito, problema esse contornado com a proibição da mineração nas margens e com a despoluição de suas águas. Em torno do rio existe um mato cerrado conhecido como mato do camaquã, que é formado em sua maioria por Angico. No Rio Camaquã também existe o paredão, perto de Santa da Boa Vista, no terceiro sub-distrito. Especula-se que os dois morros formavam uma barragem natural que foi perfurada pelas águas e arrastou pedras do paredão por grandes extensões do rio. A Bacia Hidrográfica do Rio Camaquã também abrange áreas inseridas na Reserva da Biosfera da Mata Atlântica


No município ainda existem diversas outras belezas naturais, como a cascata véu de noiva, o cerro partido, o arroio moinho do corvo, que ajuda na produção de energia de gerando em torno de 6 megawatts em sua usina.

Destaque ambiental:

Encruzilhada do Sul ganha destaque no turismo rural ecológico. O Rancho Alegre - Turismo - Camping Ecológico e Pousada, situado a 13 km do centro da cidade, por 7 km do asfalto. O Rincão do Chanã, Encruzilhada do Sul, localizado num vale dourado, é emoldurado por serras e matas nativas, tem um nascer e pôr-do-sol fantásticos. Uma natureza exuberante completa o cenário.

A cidade ainda tem diversas praças levando o verde para toda a população. Existem dois parques na cidade: o parque de eventos – uma grande área com mata de eucalipto – e o parque de exposições tomado pelo verde das árvores que o adornam.



Carência Ambiental:

No município a rede de coleta e tratamento de esgoto não atinge todos os moradores, tendo ainda na caça e no desmatamento na margens de rios um outro problema. Porém, diversos trabalhos de conscientização vem sendo desenvolvidos pelo poder público em conjunto com entidades no município.



quinta-feira, fevereiro 11, 2010

Perdas com a pesca na Lagoa dos Patos e questão ambiental preocupam

A extensão dos efeitos do excesso de chuvas que atingiram no RS afeta também o setor da pesca artesanal no Estado. A redução do índice de salinidade na Lagoa dos Patos propicia o pouco desenvolvimento dos camarões, com efeito negativo na captura dessas espécies e, consequente, prejuízo aos pescadores. Essa foi a discussão realizada nesta quinta-feira (11), em Porto Alegre, em reunião na qual participaram o secretário estadual de Relações Institucionais, José Alberto Wenzel, o adjunto da pasta, Hugo Prevedello, o secretário da Agricultura, Pecuária, Pesca e Agronegócio, João Carlos Machado, o deputado estadual Adilson Troca e técnicos da área. “Estamos preocupados com a situação enfrentada por 11 mil famílias que vivem da pesca. Vamos construir uma solução conjunta para minimizar os problemas dessas pessoas”, disse Wenzel. “Temos uma questão de médio e longo prazos, mas o assunto requer solução emergencial, socorro imediato”, afirmou Troca.

quarta-feira, fevereiro 10, 2010

Secretário Wenzel participa de assinatura de convênio com a Tecnosinos

O secretário estadual de Relações Institucionais, José Alberto Wenzel, participou, juntamente com a governadora Yeda Crusius, demais secretários e reitoria da Universidade do Vale dos Rio dos Sinos (Unisinos), nesta quarta-feira (11), da assinatura do convênio entre o Governo do Estado e a Tecnosinos (Parque Tecnológico São Leopoldo), para a expansão e modernização desse espaço, em São Leopoldo, na Região Metropolitana de Porto Alegre. No último ano, o parque, que agrega importantes empresas, gerou 2,1 mil empregos diretos e cerca de 1 bilhão de reais em faturamento. Com o acordo celebrado hoje, o governo do RS destinará R$ 1,4 milhão para investimentos no local, e a Tecnosinos se compromete a atrair novas empresas e abrir 300 novos postos de trabalho diretos. “Essa é uma oportunidade de crescimento, afirmação do Estado como um dos importantes polos geradores de tecnologia da informação e emprego”, disse Wenzel. A Unisinos, instituição que sedia o parque, completou 40 anos em 2009 e possui 27 mil alunos.
As manifestações tanto da governadora Yeda Crusius quanto do reitor Padre Marcelo Aquino realçaram o caráter ambiental da forma de trabalhar da Tecnosinos. O local fica rodeado por extensa e bem cuidada vegetação, este um dos itens importantes para as empresas que ali se instalam.



Secretário José Alberto Wenzel e a governadora do Estado, Yeda Crusius, durante cerimônia de assinatura de convênio com a Tecnosinos.


Secretário José Alberto Wenzel (4º da esq. p/ dir.) e reitoria da Unisinos - vice-reitor, Pe. José Ivo Follmann, diretor-presidente da Associação Antônio Vieira (mantenedora da Unisinos), Pe. João Geraldo Kolling, pró-reitor acadêmico, Pe. Pedro Gilberto Gomes, reitor, Pe. Marcelo Fernandes de Aquino, e pró-reitor administrativo, João Zani.

Dicas da Natureza: Poupe Combustível

A gasolina vem do petróleo, um recurso natural finito. E os automóveis são os grandes responsáveis pela poluição nas cidades, além de contribuirem com a emissão dos gases que causam o efeito estufa. Portanto, quanto menos gasolina se gastar, menos poluentes serão emitidos, amenizando o impacto do uso do automóvel tanto na saúde das pessoas quanto no ambiente. Veja como economizar combustível:

- Faça sempre a manutenção geral de seu carro e mantenha seu motor bem regulado. Motor desregulado consome mais combustível e polui muito mais o ar. Verifique também velas e filtros de ar e de óleo.

- Andar com o ar condicionado ligado pode consumir até 5% a mais de combustível. Só o use se realmente necessário.

- Respeite a capacidade de carga máxima de seu veículo. Quanto maior a carga, maior o consumo e o desgaste geral.

- Dirija sempre de modo suave. Evite grandes arrancadas, aceleradas ou freadas, que elevam o consumo de combustível.

- Em engarrafamentos intensos, onde você percebe que as paradas vão ser demoradas, desligue o motor.

- Não “estique as marchas”. Mantenha seu motor sempre em baixa rotação. Mude as marchas no tempo certo.

- Nas estradas, mantenha uma velocidade média entre 80 a 110 km/h. Velocidades variando ou muito altas consomem mais combustível.

- Pneus com baixa calibração ou desalinhados implicam em um gasto muito maior de combustível. Pneus com pressão apenas uma libra abaixo do recomendado podem provocar um aumento de consumo de até 2%.

terça-feira, fevereiro 09, 2010

Município Verde: Boqueirão do Leão

Boqueirão do Leão é um município do Estado do Rio Grande do Sul. Possui 8.097 habitantes, conforme estimativa do IBGE/2009. Fica a uma altitude de 518 metros e possui uma área de 265,53 km².

Ambiente Natural: No município existe boa quantidade de araucárias. É notória a presença de novas plantas da espécie vegetal que brotam junto aos bosques em idade madura na natureza. As araucárias tendem a proliferar no planalto basáltico, a altitudes superiores a 500 metros.

Foto: Clero Ghisleni – ex-secretário de meio ambiente de Santa Cruz do Sul em meio à floresta de araucária

Além disso, o município conta com diversas opções de turismo ecológico, como:

Cascata do Gamelão
A Cascata do Gamelão é uma das belezas naturais de Boqueirão do Leão, distante apenas 1,2 km do centro da cidade. Situado entre dois paredões, o local ganhou esse nome por ter formato de uma gamela gigante. Composto por dois poços próximos um do outro, o local é muito visitado, de fácil acesso e de beleza indescritível.

Cachoeira Perau da Nega
A Cachoeira Perau da Negra localiza-se a cerca de 6 km de distância da sede do município, na localidade de Sinimbuzinho. De um lado, é formada por uma enorme parede de rochas em forma de círculo; do outro lado há uma linda cachoeira que deságua em um poço.



Destaque Ambiental:
- Na propriedade do Sr. Knipoff existe uma área de 25 hectares de cultivo de plátano, uma das árvores mais lindas do Rio Grande do Sul. Essa é uma experiência interessante de diversificação.

- O reflorestamento é uma questão muito forte no município. Por causa da atividade do cultivo do tabaco, os produtores acabam plantando grandes áreas de eucalipto e outros tipos de árvores.

Carência Ambiental:
No município ainda não existe rede de coleta e de tratamento de esgoto cloacal. O projeto já está pronto e em fase de implantação.

Envie seu video defendendo a Amazônia

Internautas de diferentes partes do país estão enviando seus vídeos para a nova ferramenta do Globo Amazônia que vai ajudar a mostrar ao mundo que há milhares de pessoas preocupadas com a proteção da floresta.

Novo site

Depois de receber mais de 50 milhões de protestos contra queimadas e desmatamentos, o Globo Amazônia lançou um site especial para que internautas possam dizer, cara a cara, por que a Amazônia deve ser preservada.


Os vídeos serão distribuídos em um mapa virtual da floresta, e os melhores filmes ganharão destaque no portal. Todos os filmes também estarão publicados na Globo.com.

Calendário Ambiental

JANEIRO
1º – Dia Mundial da Paz
09 – Dia do Astronauta
11 – Dia do Controle da Poluição por agrotóxicos
 FEVEREIRO
02 – Dia Mundial das Zonas Úmidas
06 – Dia do Agente de Defesa Ambiental
22 – Dia da Criação do IBAMA
 MARÇO
01 – Dia do Turismo Ecológico
14 – Dia Mundial de Luta dos Atingidos por Barragens
20 – Início do Outono
21 – Dia Internacional da Floresta
21 – Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Social
22 – Dia Mundial da Água
23 – Dia Mundial do Meteorologista
 ABRIL
07 – Dia Mundial da Saúde
15 – Dia Nacional da Conservação do Solo
19 – Dia do Índio
22 – Dia do Planeta Terra
28 – Dia da Caatinga
28 – Dia da Educação
MAIO
03 – Dia do Sol
03 – Dia do Pau-Brasil
05 – Dia do Campo
08 – Dia Mundial das Aves Migratórias
13 – Dia do Zootecnista
16 – Dia do Gari
18 – Dia das Raças Indígenas da América
22 – Dia do Apicultor
22 – Dia da Biodiversidade
25 – Dia do Trabalhador Rural
27 – dia da Mata Atlântica
29 – Dia do Geógrafo
30 – Dia do Geólogo
31/05 a 05/06 – Semana Nacional do Meio Ambiente
31 – Dia Mundial do Combate ao Fumo
 JUNHO
05 – Dia Mundial do Meio Ambiente
05 – Dia da Ecologia
08 – dia do Citricultor
10 – Dia da Raça
17 – Dia Mundial de Combate a Desertificação e a Seca
21 – Início do Inverno
29 – Dia do Pescador
02 Julho – Dia Nacional do Bombeiro
 JULHO
02 – Dia Nacional do Bombeiro
08 – Dia Nacional da Ciência
11 – Dia Mundial da População
12 – Dia do Engenheiro Florestal
13 – Dia Engenheiro Sanitarista
17 – Dia de Proteção às Florestas
25 – Dia do Colono
28 – Dia do Agricultor
 AGOSTO
05 – Dia Nacional da Saúde
06 – Dia de Hiroshima
09 – Dia Internacional dos Povos Indígenas
09 – Dia Interamericano de Qualidade do Ar
11 – Dia do Estudante
14 – Dia do Combate à Poluição
28 – Dia da Avicultura
29 – Dia Nacional do Combate ao Fumo
 SETEMBRO
03 – Dia do Biólogo
05 – Dia da Amazônia
06 – Dia Internacional à Prevenção de Desastres Naturais
09 – Dia do Veterinário
11 – Dia do Cerrado
16 – Dia Internacional de Proteção da Camada de Ozônio
16 – Dia Internacional para Prevenção de Desastres Naturais
Terceiro sábado de setembro – Dia Mundial de Limpeza do Litoral
19 – Dia Mundial pela Limpeza da Água
21 – Dia da Árvore
21 a 26 – Semana da Árvore no Sul do Brasil
22 – Dia Nacional da Fauna
22 – Dia da Jornada “Na cidade Sem Meu Carro”
23 – Início da Primavera
27 – Dia Mundial do Turismo
 OUTUBRO
04 a 10 – Semana da Proteção à Fauna
04 – Dia Mundial dos Animais
04 – Dia de São Francisco de Assis, protetor dos animais
04 – Dia da Natureza
04 – Dia do Cão
05 – Dia Mundial do Habitat
05 – Dia da Ave
12 – Dia do Mar
12 – Dia do Agrônomo
14 – Dia Nacional da Pecuária
14 – Dia Internacional à Prevenção de Desastres Naturais
15 – Dia do Professor
15 – Dia do Educador Ambiental
16 – Dia Mundial da Alimentação
27 – Dia do Engenheiro Agrícola
 NOVEMBRO
01 – Dia Nacional da Espeleologia
05 – Dia da Cultura
05 – Dia da Ciência
20 – Dia da Consciência Negra
24 – Dia do Rio
30 – Dia do Estatuto da Terra
 DEZEMBRO
14 – Dia do Engenheiro de Pesca
15 – Dia do Jardineiro
22 – Início do Verão
29 – Dia Internacional da Biodiversidade
31 – Dia da Esperança

segunda-feira, fevereiro 08, 2010

Tartaruga cega viaja para centro de animais deficientes

Uma tartaruga cega encontrada na Grécia foi levada para um centro de animais marinhos na Grã-Bretanha onde será alimentada e monitorada. Batizada de Homero, a tartaruga foi transportada de avião por um trajeto de mais de 2 mil quilômetros acompanhada por uma equipe de especialistas.

Como não pode caçar e se alimentar sozinha, o Blue Reef Aquarium, em Newquay, passa agora ser a sua "casa definitiva". Homero, que pertence à espécie Caretta caretta, foi encontrada cega e com ferimentos na cabeça, provavelmente causados pela hélice de um navio. Seu nome é inspirado no poeta grego Homero, considerado o autor de Ilíada e Odisséia.

"Nos primeiros dias vamos avaliar de perto sua condição e comportamento e também seu regime alimentar", disse David Waines, diretor do Blue Reef Aquarium. "Se tudo estiver bem, ela será transferida para um gigantesco tanque de 250 mil litros onde será monitorada continuamente. Nossos funcionários vão alimentá-la e cuidar dela", completou.

Santuário marinho

O Blue Reef Aquarium é o principal centro de resgate e reabilitação de tartarugas no Reino Unido. As tartarugas Nemo e Steve, que pertencem a mesma espécie de Homero, já passaram pelo centro e, depois de cuidadas, foram devolvidas ao seu ambiente natural, as Ilhas Canárias.

A espécie Caretta caretta é popularmente conhecida no Brasil como "tartaruga-cabeçuda" e se caracteriza por ser um animal presente em águas mais quentes.

Mas o centro não dedica cuidados especiais somente a tartarugas. Recentemente, um raro polvo da região do Mediterrâneo foi encontrado por pescadores e levado ao Blue Reef Aquarium. O polvo foi apelidado pela equipe do aquário como Inka.

Além de cuidados especiais para animais resgatados, o Blue Reef também conta com um centro de reprodução marinha. O último nascimento registrado foi o de um trio de raias, após um período de gestação de seis meses.

Pelo Rio Grande: Morro do Ferrabraz

O Morro do Ferrabraz:  O Local guarda uma envolvente vegetação natural, alicerçado em possantes blocos de arenito. Localizado ao norte de Sapiranga, o Morro Ferrabraz é formado por rochas de origem vulcânica e sedimentar. O terreno constitui-se de uma grande elevação, onde predomina a erosão. Sua altitude varia de 581 metros a 634 metros acima do nível do mar, sendo que no centro da cidade a altitude não passa de 50 metros.


Com a necessidade de preservação do Morro Ferrabraz, a lei municipal número 1400/87 colocou-o como patrimônio natural, área especial de interesse histórico e turístico.

Hoje em dia, o Morro é um centro turístico com prática de Vôo Livre. Asas-deltas e paragliders decolam das rampas em busca de emoção. Além disso, o local é propício para a prática de mountain bike. Também na encosta do Ferrabraz foi demarcado o sítio histórico dos Mucker.



Os Mucker: No século XIX. Jacobina Mentz e seu marido, João Maurer, fundaram uma seita religiosa no Morro ferrabráz. Muckers (em alemão significa falso santo)
Jacobina sofria de ataques epilépticos, desde criança, o que fazia com que ela fosse vista como vítima de um transtorno do sistema nervoso, agravados por leituras de natureza religiosa.


Além disso, Jacobina auxiliava o marido no curandeirismo. Naquela época, os médicos eram escassos. Então, as pessoas apelavam para os curandeiros. Aos poucos, Jacobina misturava a religião com o atendimento aos doentes, através de leituras de passagens bíblicas para os pacientes. Logo, ela tornava-se famosa por suas meditações milagrosas.

Os adversários de Jacobina, preocupados com os acontecimentos no Ferrabraz, realizaram um abaixo-assinado, levando a imprensa da época a tomar partido contra Jacobina.
Em pouco tempo surgiram diversos conflitos entre esses dois grupos, acarretando em violência e mortes. Em 28 de junho de 1874, forças policiais atacaram os muckers, que venceram o conflito. Isso contribuiu para a crença da divindade de Jacobina. Após outro ataque falho, Jacobina conseguiu fugir e se esconder no Ferrabraz. O fim do conflito se deu em 2 de agosto do mesmo ano, quando um traidor levou as forças policiais até o esconderijo de Jacobina Mentz, que foi morta junto da maioria dos muckers.



Os animais silvestres como fonte de lucro

(Fonte: Editorial do Jornal Correio do Povo, ANO 115 Nº 131 - PORTO ALEGRE, SEGUNDA-FEIRA, 8 DE FEVEREIRO DE 2010)


"O tráfico de animais silvestres tem sido um dos crimes que mais envergonham nosso país perante o mundo. Trata-se de um negócio ilegal que movimenta mais de 1 bilhão de dólares e comercializa cerca de 12 milhões de animais anualmente. Também permite maus-tratos em níveis nunca vistos, pois estimativas indicam que, de cada dez animais retirados do seu hábitat, apenas um deles chega vivo ao lugar onde será comercializado.

Uma boa parte dos requintes de crueldade dos traficantes pôde ser observado na quarta-feira da semana passada, em Lagoa Vermelha, na BR 285. Patrulheiros da Polícia Rodoviária Federal (PRF) flagraram um motorista conduzindo um carro com 21 filhotes de araras e dois tucanos, espécies ameaçadas de extinção. Num eficiente trabalho de integração policial, o condutor foi levado à Polícia Federal, onde foi autuado em flagrante. Os animais estavam acondicionados em caixas de papelão, sem furos para a respiração. Também o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) foi acionado e o infrator recebeu multas que passaram dos R$ 100 mil. Foi indiciado pelos crimes de tráfico de animais, maus-tratos e receptação. Espanta ainda a informação de que o traficante já tinha um frete contratado de volta, quando, segundo ele, iria retornar trazendo 500 cardeais de Santa Rosa, que seriam vendidos em uma feira em São Paulo ao preço de R$ 25,00.

Outro ponto capaz de causar espécie é o de que o responsável por esse crime é contumaz delinquente no mesmo tipo penal. Já foi preso em 1999 e também em 2004. O fato de já ter sido preso e continuado na senda dos mesmos delitos faz com que as pessoas se perguntem se a prisão mais atual terá a eficácia necessária para impedi-lo de continuar na prática de tais condutas degradantes.

A sociedade tem que estar cada vez mais vigilante para que a constatação de crimes contra a fauna, e até mesmo contra a flora, não dependa de operações eventuais, como no caso exposto. É preciso que toda a rede de agentes públicos esteja atuando de forma colaborativa, propiciando que os crimes possam ser apurados em tempo real, como exige o delito de tráfico de animais silvestres. Nossas riquezas naturais são patrimônio comum e não podem estar à mercê da ação de alguns inescrupulosos."



Charge

domingo, fevereiro 07, 2010

Nasa: 2009 foi ano mais quente já registrado no Hemisfério Sul

A década passada foi a mais quente desde 1880

O ano de 2009 foi para o Hemisfério Sul o mais quente da história, segundo dados da agência espacial Nasa. Globalmente, o ano passado perdeu em temperatura apenas para 2005, considerado o ano mais quente desde que se tem registros do tipo no planeta.

Os dados da Nasa mostram que a temperatura no parte Sul do planeta foi, no ano passado, 0,4º C superior à temperatura mais antiga de que dispõem os cientistas. A partir dessa referência, em 2005 a temperatura global foi cerca de 0,7º C mais alta.

A agência informa ainda que a década passada (2000 a 2009) foi a mais quente desde 1880, quando foram desenvolvidos os primeiros equipamentos capazes de medir temperatura com precisão.

O diretor do Instituto Goddard de Estudos Espaciais da Nasa (GISS, na sigla em inglês), James Hansen, explicou entretanto que o dado mais relevante é a tendência de alta nas temperaturas ao longo das décadas.

"Há uma substancial variação ano a ano da temperatura global que é causada pelo ciclo tropical El Niño-La Niña. Quando medimos a temperatura média ao longo de cinco ou dez anos para minimizar essa variação, descobrimos que o aquecimento global continua inabalável", disse.

Aquecimento global

Os dados apontam para uma clara tendência de aquecimento no planeta. Desde 1880, a temperatura subiu 0,8º C no mundo. Somente nas últimas três décadas, a alta foi de 0,2 graus.

Os cientistas do GISS acreditam que o aumento da temperatura global é causada pela presença de gases causadores do efeito estufa, como gás carbônico, na atmosfera terrestre.

Mas o instituto enfatiza que variações na radiação solar, oscilações na temperatura do mar dos trópicos e fenômenos como El Niño e La Niña também afetam sensivelmente a temperatura da Terra.

sábado, fevereiro 06, 2010

Aquecimento Global: No Brasil pode ser pior

O aquecimento global no Brasil pode ter efeitos 20% maiores que a média global até o fim do século, com grandes impactos sobre os índices pluviométricos do país, de acordo com um novo estudo do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), lançado durante a reunião das Nações Unidas sobre o clima, em Copenhague.

Em parceria com o Met Office Hadley Centre, da Grã-Bretanha, cientistas fizeram projeções dos efeitos dos gases que provocam o efeito estufa no país usando diferentes modelos.

As consequências econômicas para o país são potencialmente desastrosas, já que uma redução no regime de chuvas do Brasil teria efeitos diretos sobre a produção de energia elétrica – 70% da qual é gerada por hidrelétricas.

Além disso, as pesquisas do Inpe e do Hadley Centre alertam para os riscos do desmatamento que também colabora para deixar o clima mais quente e seco.
Chuva

Se mais de 40% da extensão original da floresta amazônica for desmatada, isto pode significar a diminuição drástica da chuva na Amazônia Oriental.

Segundo os pesquisadores, 40% de desmatamento ou um aquecimento global entre 3°C e 4°C representariam o ‘tipping point’, ou seja, o ponto a partir do qual parte da floresta corre o risco de começar a desaparecer.

Com apenas 2ºC a mais no termômetro, a bacia amazônica perderia 12% do volume de chuvas e a bacia do São Francisco, 15%.

Na bacia do Prata, por outro lado, os cientistas prevêem um aumento nos índices pluviométricos de 2%.

São Francisco

Nas previsões mais extremas, com um acréscimo de temperatura de 6,6%, as chuvas na Amazônia e na região do São Francisco poderiam cair 40% e 47%, respectivamente, literalmente transformando essas regiões.

Os pesquisadores ainda fizeram uma versão intermediária dos impactos do aquecimento, levando em conta um acréscimo de 5,3ºC. Nesta, a bacia do São Francisco perderia 37% das suas precipitações, enquanto a região amazônica teria 31% a menos de chuvas.

Mesmo a hipótese menos drástica, de um aquecimento de 2ºC, ameaçaria o futuro do rio São Francisco, que já terá o seu volume d’água bastante afetado pelas obras de transposição.

O modelo climático global do Hadley Centre é faz projeções de alterações do clima em todo o mundo.

Já o modelo climático regional do Inpe se concentra no Brasil e avalia o impacto de níveis diferentes de aquecimento global.

Desde a década de 80, o Inpe vem aplicando modelos climáticos globais como ferramenta para estudar os impactos do desmatamento na Amazônia sobre o clima.

sexta-feira, fevereiro 05, 2010

Município Verde: Riozinho

Riozinho é um município do Estado do Rio Grande do Sul. Sua população estimada é de 4.664 habitantes segundo dados do IBGE de 2009. Possui uma área de 239,34 km². É uma cidade que conta com as águas do rio dos Sinos. A sua denominação provém de um pequeno manancial existente na localidade de divide  o município em duas partes.

O município utiliza na sua divulgação a frase: "Riozinho, o melhor da natureza em um só lugar." Isso se mostra visível no seu brasão, que é todo ornado com figuras alusivas à natureza.


Ambiente Natural: Riozinho tem diversas cascatas e parques. Podemos destacar a cascata Paredão, a cascata da Linha Sete, o Parque Municipal do Conduto, a lagoa Forja Sul, entre outras atrações ecoturísticas.
Em dias de boa visibilidade e sem nebulosidade, do ponto mas alto do município (a serra do km 50 ) é possível avistar o litoral. A altitude ainda reserva os encantos próprios da região serrana. Durante o inverno, com suas baixas temperaturas, há ocorrência de neve.

A comunidade riozinhense costuma comentar que Deus foi generoso ao lhes privilegiar com as belezas naturais que existem no município, sendo nada menos que aproximadamente 14 quedas d’água, conjugadas à beleza da Mata Atlântica e da serra próxima ao mar. Verdadeiro santuário ecológico, essas  belas  paisagens naturais são um convite à exploração de suas trilhas, lagos, rios, cascatas e cachoeiras, conservando seu ambiente, juntamente com inúmeras espécies de árvores e peixes.



Destaques Ambientais:

Projeto Carqueja

Com o desenvolvimento do projeto Plantas Medicinais, uma nova alternativa para a comunidade no que diz respeito à saúde, educação e pesquisa está sendo desenvolvida e trazendo melhora significativa à qualidade de vida da população.

A produção de plantas medicinais, seja em pequena escala ou em escala comercial, surge como uma nova fonte de renda, em especial para o pequeno produtor, uma vez que muitas plantas usadas em fitoterapia e homeopatia são importadas de outros países, podendo ser ali cultivadas.

O uso de fitoterápicos no serviço público vem crescendo a cada dia, oferecendo para a comunidade medicamentos mais baratos e garantindo uma saúde mais equilibrada.

Vivências da Terra - Vivências Ambientais e Turismo Rural

O projeto Vivências da Terra, com sede no sítio Nhumpõrá (campo bonito, em tupi-guarani), dispõe de um espaço onde as pessoas possam ter contato maior com a terra, para buscar o seu equilíbrio interno por meio  do sentir, do criar e fazer, oferecendo para isso diversas modalidades de cursos e oficinas, tendo como principio básico o conviver em harmonia com a natureza.

Carência Ambiental:

Como em diversos municípios, o que se apresenta como uma carência ambiental em Riozinho é a falta de rede de coleta e de tratamento de esgoto.

Toda ação gera uma reação

O outrora  frondoso Jacarandá da Praça da Matriz denuncia, pela imagem de seu tronco destroçado, o aquecimento que a todos massacra. Uma haste de ferro cravado em seu cerne testemunha a rudeza das imprudências humanas.

Tráfico de água doce no Brasil

BRASÍLIA – É assustador o tráfico de água doce no Brasil. A denúncia está na revista jurídica Consulex 310, de dezembro do ano passado, num texto sobre a Organização Mundial do Comércio (OMC) e o mercado internacional de água. A revista denuncia: “Navios-tanque estão retirando sorrateiramente água do Rio Amazonas”. Empresas internacionais até já criaram novas tecnologias para a captação da água. Uma delas, a Nordic Water Supply Co., empresa da Noruega, já firmou contrato de exportação de água com essa técnica para a Grécia, Oriente Médio, Madeira e Caribe.

Conforme a revista, a captação geralmente é feita no ponto que o rio deságua no Oceano Atlântico. Estima-se que cada embarcação seja abastecida com 250 milhões de litros de água doce, para engarrafamento na Europa e Oriente Médio. Diz a revista ser grande o interesse pela água farta do Brasil, considerando que é mais barato tratar águas usurpadas (US$ 0,80 o metro cúbico) do que realizar a dessalinização das águas oceânicas (US$ 1,50).

O transporte internacional de água já é realizado através de grandes petroleiros. Eles saem de seu país de origem carregados de petróleo e retornam com água. Por exemplo, os navios-tanque partem do Alaska, Estados Unidos – primeira jurisdição a permitir a exportação de água – com destino à China e ao Oriente Médio carregando milhões de litros de água.

Águas Amazônicas
 
 
A hidropirataria também é conhecida dos pesquisadores da Petrobrás e de órgãos públicos estaduais do Amazonas. A informação deste novo crime chegou, de maneira não oficial, ao Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM), órgão do governo local.
A captação é feita pelos petroleiros na foz do rio ou já dentro do curso de água doce. Somente o local do deságüe do Amazonas no Atlântico tem 320 km de extensão e fica dentro do território do Amapá. Neste lugar, a profundidade média é em torno de 50 m, o que suportaria o trânsito de um grande navio cargueiro. O contrabando é facilitado pela ausência de fiscalização na área.

Essa água, apesar de conter uma gama residual imensa e a maior parte de origem mineral, pode ser facilmente tratada. Para empresas engarrafadoras, tanto da Europa como do Oriente Médio, trabalhar com essa água mesmo no estado bruto representaria uma grande economia. O custo por litro tratado seria muito inferior aos processos de dessalinizar águas subterrâneas ou oceânicas. Além de livrar-se do pagamento das altas taxas de utilização das águas de superfície existentes, principalmente, dos rios europeus. Abaixo, alguns trechos da reportagem de Erick Von Farfan:

Segundo o pesquisador do Inpe, a saturação dos recursos hídricos utilizáveis vem numa progressão mundial e a Amazônia é considerada a grande reserva do Planeta para os próximos mil anos. Pelos seus cálculos, 12% da água doce de superfície se encontram no território amazônico. “Essa é uma estimativa extremamente conservadora, há os que defendem 26% como o número mais preciso”, explicou.

Em todo o Planeta, dois terços são ocupados por oceanos, mares e rios. Porém, somente 3% desse volume são de água doce. Um índice baixo, que se torna ainda menor se for excluído o percentual encontrado no estado sólido, como nas geleiras polares e nos cumes das grandes cordilheiras. Contando ainda com as águas subterrâneas. Atualmente, na superfície do Planeta, a água em estado líquido, representa menos de 1% deste total disponível.

A previsão é que num período entre 100 e 150 anos, as guerras sejam motivadas pela detenção dos recursos hídricos utilizáveis no consumo humano e em suas diversas atividades, com a agricultura. Muito disto se daria pela quebra dos regimes de chuvas, causada pelo aquecimento global. Isto alteraria profundamente o cenário hidrológico mundial, trazendo estiagem mais longas, menores índices pluviométricos, além do degelo das reservas polares e das neves permanentes.

Sob esse aspecto, a Amazônia se transforma num local estratégico. Muito devido às suas características particulares, como o fato de ser a maior bacia existente na Terra e deter a mais complexa rede hidrográfica do planeta, com mais de mil afluentes. Diante deste quadro, a conclusão é óbvia: a sobrevivência da biodiversidade mundial passa pela preservação desta reserva.

As águas amazônicas representam 68% de todo volume hídrico existente no Brasil. E sua importância para o futuro da humanidade é fundamental. Entre 1970 e 1995 a quantidade de água disponível para cada habitante do mundo caiu 37% em todo mundo, e atualmente cerca de 1,4 bilhão de pessoas não têm acesso a água limpa. Segundo a Water World Vision, somente o Rio Amazonas e o Congo podem ser qualificados como limpos.
 
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